Carlos Garcia é o treinador do Feirense desde há uma semana. Sucedeu a Francisco Chaló, demitido após a derrota de Portimão.Faz amanhã uma semana que Carlos Garcia foi apresentado como sucessor de Francisco Chaló no comando técnico do Feirense. Uma semana depois, tece elogios à sua equipa, mas não deixa de parte alguns ajustes para Janeiro. E promete o melhor de si. "Não prometo a subida, mas vou dar o máximo", assinala o novo treinador.
A substituição de Francisco Chaló por Carlos Garcia foi promovida quatro dias após a derrota sofrida pelos "azuis" no Algarve diante do Portimonense. O desaire, recorde-se, ditou então a perda do primeiro lugar da Liga de Honra-Vitalis. Chaló saiu dos "azuis" com seis vitórias, três empates e quatro derrotas em 13 jogos.
Carlos Garcia foi apresentado aos jogadores faz amanhã uma semana. Rodrigo Nunes, presidente do Feirense, não regateou elogios ao novo treinador dos "azuis", explicando a contratação com o seu cúrriculo, nomeadamente o trabalho e as subidas conseguidas na Liga de Honra. Carlos Garcia, assinale-se, é o treinador com maior numero de jogos nesta prova, seguindo-se o feirense Henrique Nunes.
Aos 59 anos, Carlos Garcia, natural de Braga, vai treinar o nono clube da sua carreira após Sp. Espinho, Sp. Braga, Penafiel, Moreirense, Académica, Leça, D. Aves e Vizela. Entretanto, na Liga de Honra-Vitalis, o Feirense é o sexto clube que troca de treinador na época em curso.
Em total sintonia com a Direcção.
O novo treinador do Feirense diz conhecer bem a equipa. "Creio que o país inteiro conhece os nossos jogadores". O elogio de Carlos Garcia não poderia, de facto, ser mais forte para com os seus novos pupilos. "A experiência deles diz tudo. O que já fizeram também. E o que querem fazer ainda mais".
Ao cabo de uma semana de trabalho, Carlos Garcia diz-se ainda "muito satisfeito" por ter vindo parar a Santa Maria da Feira. "Encontrei um grupo forte e disponível para levar a cabo o que a Direcção tanto deseja, o que esta terra, esta região tanto ambicionam".
Também Carlos Garcia se junta aos que tanto esperam pela subida do Feirense à I Liga. "Estou em total sintonia com a Direcção, mas não posso prometer a subida. Não sou demagógico a esse ponto. Mas vou dar o máximo. Isso, sim, prometo. Foi por essa razão que aceitei este desafio" - refere...
O novo treinador do Feirense, já se sabe, é dos que melhor conhece o campeonato da Liga de Honra. "É uma prova de grande equilíbrio. Só a cinco ou seis jornadas do fim se percebe quem verdadeiramente está prestes a subir de divisão", assinala. Assim, diz "nada está decidido, como é óbvio. Estamos na luta".
Á equipa, deixa um apelo, devidamente sublinhado no dia da sua apresentação. "O fundamental é a equipa. Não há lugar para projectos pessoais. É o colectivo que vai sobrepor-se a tudo", assinala o treinador.
Carlos Garcia sabe, contudo, que tem sobre si uma tarefa de grande responsabilidade, sobretudo tendo em conta a forma entusiástica com que o presidente Rodrigo Nunes fez a sua apresentação. Ao estilo de que "é o treinador ideal" para atingir a subida. "Ainda bem que ele falou assim. Sou um líder, estou, por isso, na linha da frente para atingir o máximo".
Talvez alguns ajustes para JaneiroO plantel do Feirense para 2009/2010 foi feito a pensar na subida de divisão. Os reforços conhecidos em Julho dispensam apresentações, mas, mesmo assim é provável que possa haver mexidas em Janeiro, no segundo período da época para inscrições ou transferencias.
"Talvez", diz Carlos Garcia. "Vou conversar com o presidente e depois decidiremos se se justifica haver ajustes no plantel". Apesar de evocada a possibilidade de uma ou outra alteração, Carlos Garcia diz-se "muito satisfeito" com o que já viu ao cabo de uma semana de trabalho em Santa Maria da Feira.
Uma semana depois de ter sucedido a Francisco Chaló, o novo treinador do Feirense diz que o que passou... passou. "Disse aos jogadores que somos diferentes. O que está para trás não me diz respeito. Só respondo pelo Feirense desde o passado dia 14".
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“Nunca houve uma decisão tão unânime”Rodrigo Nunes, presidente do Feirense, explica a demissão de Francisco Chaló com defesa dos interesses do clube. "Nunca houve uma decisão tão unânime como esta. Fui ao encontro de todas as pessoas que gostam do Feirense. Estamos cá para defender os interesses do clube. Foi o que fizemos".
Unanimidade, disse Rodrigo Nunes. Mas quando explica a demissão de Francisco Chaló, o presidente não coloca os jogadores no processo de decisão. "Não os consultei. Falei, sim, com outras pessoas e a decisão foi unânime. Só demorei a escolher este caminho por opção própria, porque se fosse por vontade de uma larga maioria de pessoas já teríamos feito esta substituição há muito tempo".
Decidida a demissão de Francisco Chaló, o presidente do Feirense contratou Carlos Garcia, o treinador com maior numero de jogos na Liga de Honra. "É a melhor escolha", diz o presidente do Feirense. "Tudo se conjuga para sermos felizes. É o que pretendemos".
Ainda sobre a saída de Francisco Chaló, o presidente do clube deixa um lamento. "Estou muito desiludido com certas afirmações que fez sobre mim e sobre o seu colega, sobre a classe a que pertence, A Chaló só queria lembrar que tem quatro anos e três semanas de trabalho no futebol profissional. No Feirense, tem quatro anos. Todos com o mesmo presidente. Eu".
Carlos Garcia não quis tecer comentários à afirmação feita por Francisco Chaló sobre a saída do comando técnico, sobretudo a que deixa a entender que o seu trabalho será aproveitado por outro colega. "Fiquei triste, porque tinha o objectivo de colocar o Feirense na Liga principal. Encher o biberão e dar o leite aos outros é complicado", disse a 'O Jogo'.
Carlos Garcia não responde. "Sem comentários. É uma afirmação tão deselegante que dispensa da minha parte quaisquer comentários".
O TF propôs a Francisco Chaló uma entrevista a propósito da sua saída do Feirense, mas o treinador escusou-se delicadamente a prestar esclarecimentos. "Por agora não falo mais. Fi-lo no momento. Por agora, não quero falar".
Á imprensa de âmbito nacional, Francisco Chaló disse-se surpreendido pela decisão. "Foi uma saída inesperada. São opções. A equipa está bem e recomenda-se, senão outros treinadores já tinham saído. Deixo o Feirense a depender de si próprio para subir", disse a 'O Jogo'.
- in: jornal Terras da Feira