segunda-feira, 10 de março de 2014

Marcelo Santos cumpriu o sonho de representar a selecção nacional

Marcelo Santos, jogador de 15 anos dos juniores B do Feirense, foi chamado a representar a Selecção Nacional de sub-16 durante o torneio internacional da Holanda de sub-16, realizado no Algarve entre os dias 26 de Fevereiro e 1 de Março. A estreia do jovem jogador de Oliveira de Azeméis aconteceu na partida inaugural frente à Alemanha, tendo entrado no decorrer do encontro. “Contra a Alemanha, ganhámos 4-2, depois fui titular contra a Noruega e vencemos 2-0 e, no último jogo frente à Holanda, voltei a ser suplente utilizado e ganhámos 1-0” – recorda o jovem jogador que conta agora com três internacionalizações com a camisola das quinas.

“Sempre tive o sonho de jogar na Selecção e trabalhei sempre para isso e, agora que fui chamado quero continuar a fazer parte das escolhas do seleccionador” – revela Marcelo Santos. O avançado do Feirense passou uma semana em Vila Real de Santo António com a comitiva da selecção e não esconde o orgulho, mas reforça que o trabalho é fundamental para triunfar. “Passei uma semana no Algarve, foi uma experiência óptima e serviu muito para o meu crescimento como jogador. Agora resta-me trabalhar forte para continuar a ser chamado mais vezes” – refere o ponta-de-lança.

Vestir a camisola da Selecção e ouvir o hino nacional é algo com que todos os jogadores sonham e Marcelo não foge à regra. Dos três jogos em que participou, o atleta elege o segundo como o mais especial. “O jogo contra a Noruega foi o mais especial. Entrar todos perfilados e depois ouvir o hino nacional é uma sensação única. Foi também o jogo em que tive mais oportunidade de me mostrar e tive ainda perto de fazer golo, mas o guarda-redes esteve bem” – conta o jovem que foi muito bem recebido pelo grupo. “Fui muito bem acolhido pelo grupo e já conhecia alguns jogadores do meu tempo no FC Porto e outros de jogar contra eles” – recorda.

Quanto aos métodos de trabalho do seleccionador Filipe Ramos, Marcelo mostrou-se agradado. “Gostei muito dele porque é muito exigente e quer que os jogadores dêem tudo dentro de campo. Falou comigo e disse que tinha de trabalhar bem para ser chamado mais vezes, porque o grau de exigência é muito elevado” – revela o agora internacional sub-16.

Regresso ao Feirense foi positivo

Marcelo Santos começou a jogar futebol aos cinco anos no Feirense e, aos 10 anos, recebeu uma proposta do FC Porto, tendo jogado de dragão ao peito durante mais cinco épocas. No início desta temporada, o avançado regressou ao Feirense e não se mostra arrependido dessa decisão. “Optei por sair do Porto porque achei que não me foi dada a oportunidade que merecia e sabia que este ano ia ser mais complicado, então decidi voltar para o clube que me acolheu desde o início” – diz Marcelo.

Como qualquer jovem jogador, o atacante do Feirense tem as suas referências e, na hora de se comparar com algum craque, Marcelo não deixa a coisa por menos. “O jogador com que me identifico mais é o Ibrahimovic. É alto e tem uma boa capacidade de finalização, que acho que é a minha maior qualidade” – conta o avançado que este ano já leva 11 golos apontados com a camisola do Feirense.

Presidente orgulhoso

A chamada de Marcelo Santos à Selecção Nacional não passou ao lado dos responsáveis máximos do clube e o presidente Fernando Costa mostrou-se orgulhoso e satisfeito pelo trabalho que o Feirense tem vindo a desenvolver na formação. “É o coroar de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos anos e que, de alguma maneira, vem reforçar a aposta que o clube tem feito nas camadas jovens” – diz Fernando Costa. “Esperemos que este seja um exemplo de muitos que se poderão seguir” – acrescenta.

As recentes situações de Ludovic e Rafa, que nos últimos dois anos foram chamados a representar as selecções de sub-20 e sub-21 de Portugal, estando ainda ao serviço do Feirense, são vistas por Fernando Costa como dois bons exemplos de base para o que pode vir a ser o clube no futuro. “É um começo e o continuar de um trabalho desenvolvido, não só pela Direcção, mas por todo o corpo técnico e pelo trabalho de todos os treinadores que se têm empenhado nesse objectivo que, de facto, começam a dar alguns resultados” – refere o presidente que não esquece a dificuldade que é lutar contra algumas equipas. “Todos nós sabemos que os clubes grandes têm sempre algum domínio, muitas vezes apenas pelo nome da equipa que representam, seja Porto, Benfica ou Sporting” – remata Fernando Costa.

in: jornal Correio da Feira

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