segunda-feira, 26 de maio de 2014

Entrevista de Pedro Miguel ao jornal Correio da Feira

“Foi uma época muito difícil e um ano atípico”

Ainda sem avançar informação sobre a próxima temporada, Pedro Miguel fez o balanço da época passada e já está a trabalhar para corrigir os erros passados.

O CD Feirense anunciou, recentemente, a renovação do contrato do técnico principal Pedro Miguel. Entre os treinos de observação para captação de novos reforços e a preparação da pré-temporada, o técnico dos azuis e brancos falou com o Correio da Feira, para dar a conhecer o balanço da temporada que terminou.

Que balanço faz da temporada?

Este ano foi atípico. Nunca aconteceu na minha carreira um ano assim. Fizemos 50 pontos – 25 fora e 25 em casa – e resultados destes não podem voltar a acontecer. Temos que inverter.

Mas o objectivo foi cumprido?

O objectivo, que era a manutenção, foi atingido. Mas admito que tivemos uma época muito difícil.

O que é que correu menos bem?

Tivemos um início de época muito difícil. A forma como chegamos ao clube não permitiu preparar a pré-época, não houve tempo. Depois houve um rodopio de entrada e saída de jogadores. Andámos a fazer os jogos da Taça da Liga, praticamente todos, sem o plantel definido. À quinta jornada o mercado fechou e ainda nos faltava cerca de quatro jogadores. No primeiro jogo os nossos centrais foram o Pedro Santos, que passou de Juvenil a titular nos séniores e o Carvalho. Como treinador dá-me um certo prazer lançar os miúdos mas confesso que é demasiado cedo para alguns.

A falta de jogadores foi a principal dificuldade?

Tivemos muitas dificuldades. À sexta jornada o plantel estava praticamente fechado, mas foi à pressa. Foi tudo em cima do joelho e tendo sempre a condicionante monetária, que falou mais alto. Perdemos muitos jogadores para outras equipas porque não tínhamos capacidade financeira para os contratar. Naturalmente, no primeiro terço do campeonato, de 14 jogos perdemos sete e ganhamos um ou dois. Nos outros 28 perdemos apenas cinco. Houve uma evolução e melhoramos. Fizemos uma segunda volta melhor.

Já pensou na próxima temporada?

Ainda é cedo para falar nisso. Mas quase que me atrevo a dizer que a próxima temporada vai ser melhor do que esta. As dificuldades financeiras vão continuar a existir, porque o CD Feirense não tem a mesma capacidade financeira de há uns anos atrás, mas acredito que vamos fazer melhor. Se conseguirmos os jogadores que idealizamos, se conseguirmos ter um plantel base definido com 13 ou 14 jogadores e deixar apenas dois ou três espaços em aberto, as coisas correrão melhor.

O que é que falta ao plantel do Feirense?

Temos poucos golos. Falta eficácia em termos de finalização. Temos falta de eficácia em termos ofensivos e temos, essencialmente, que melhorar a performance em casa. Nós tomamos, nesta época, uma ou outra decisão precipitada. E a actual condição financeira obriga-nos a uma escolha mais acertada. É impossível acertar num plantel inteiro, mas a selecção será muito apertada e vamos tentar acertar.

A renovação foi uma surpresa?

Já vinhamos a conversar há várias semanas. Não estávamos a chegar a consenso mas acabamos por chegar a entendimento. Havia coisas às quais eu não iria abdicar.

Foi um acordo difícil de alcançar?

É fácil chegar a acordo. Se eu estiver satisfeito com o clube, o que e o caso, é fácil o entendimento. Depois também houve jogadores que se valorizaram muito nesta época, apesar de não termos os resultados desejados. Mesmo assim a direcção acreditou no trabalho que fizemos e acredito mesmo que este próximo ano, embora possa ser uma temporada também difícil, será melhor que a que passou. Há muita sintonia entre treinador e direcção. Creio que foi uma renovação que deixou satisfeitas ambas as partes.

in: jornal Correio da Feira

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