sábado, 18 de fevereiro de 2017

Feirense 0-1 Boavista | Travados pela "pantera"

A pantera arreganha os dentes e sai a sorrir de uma final em que foi melhor do que o adversário e teve um peruano com uma estreia de sonho a titular. O golo de Bulos valeu os três pontos à equipa de Miguel Leal, que confirma a ideia de ser mais forte longe do Bessa.

O golo do camisola 19 teve ainda o efeito de derrubar a fortaleza que Nuno Manta havia erigido no Marcolino de Castro, onde ainda não tinha perdido desde que assumiu a liderança dos fogaceiros. Nesta partida, contudo, fez pouco para sair com pontos da partida.

Amarras táticas empobrecem primeira parte

«A intenção é jogar para os três pontos, mas, se não for possível, que venha o empate.» A frase foi proferida por Miguel Leal na antevisão do jogo entre o Boavista e o Feirense. E, ao longo de toda a primeira parte, ela pareceu ecoar na cabeça dos jogadores que pisaram o relvado do Marcolino de Castro.

Essa foi, pelo menos, a imagem que passou para quem assistiu a 45 minutos pobres, em que mais do que ganhar, ambas as equipas preocuparam-se em não perder. Os treinadores tinham avisado que encaravam este confronto como «uma final», mas quem esperava que isso se podia traduzir num bom jogo de futebol - «as finais não se jogam, ganham-se», é assim, certo? -, desiludiu-se.

Apesar de estarem frente a frente duas equipas que lutam pela permanência, a posição confortável com que encaravam a partida podia fazer antever um jogo mais solto, com menos trancas de parte a parte.

Resumindo a primeira parte, viu-se um jogo que, por muito mérito táctico que tenha existido de parte a parte, foi demasiado pobre para quem gosta de um futebol alegre.

O Boavista teve mais iniciativa de jogo, esteve mais tempo instalado no meio-campo contrário, mas as suas tentativas de chegar ao golo resumiram-se a remates de longe. A exceção aconteceu aos 41 minutos, quando Bulos cabeceou em boa posição e viu Vaná negar-lhe o golo com uma defesa de elevado grau de dificuldade.

Do lado contrário, o conjunto orientado por Nuno Manta voltou a demonstrar a solidez defensiva que lhe tem sido habitual, mas faltou-lhe o rasgo nas saídas em contra-ataque, o que resultou em zero lances de perigo na primeira parte.

No melhor Feirense cai... o golo do Boavista

O intervalo fez bem ao jogo. As equipas regressaram do descanso com muito mais vontade de procurar uma vitória que deixaria muito mais descansada qualquer das equipas.

Na equipa da casa, Fabinho começou a pegar no jogo ofensivo da equipa, que cresceu com a qualidade trazida pelo camisola 10. Aos 55', foi mesmo ele que esteve perto de marcar, com um remate de pé esquerdo à entrada da área que Vágner desviou para canto.

Só que quando era o conjunto orientado por Nuno Manta que estendia um futebol mais perigoso no relvado, Iuri Medeiros descobriu Bulos nas costas da defesa fogaceira e o peruano coroou com golo a sua estreia a titular na Liga.

A equipa axadrezada ganhou confiança com o golo que abalou um pouco o adversário, mas o Feirense rapidamente se recompôs e voltou à carga na busca do golo que podia impedir a primeira derrota caseira de Nuno Manta .

Só que aí, prevaleceu a solidez defensiva de um Boavista que regressa às vitórias quatro jogos depois e fica apenas a um ponto dos ansiados 30 que costumam valer a permanência no escalão máximo do futebol nacional.

Já no tempo de descontos, porém, a pantera saiu ferida para a receção ao FC Porto na próxima jornada. Idris, o capitão axadrezado teve uma entrada muito dura sobre Luís Machado e viu o segundo amarelo, ficando de fora do dérbi da cidade Invicta.

O Boavista chega a esse jogo com o conforto de 29 pontos que auguram um futuro risonho para os axadrezados.

Na Feira, a pantera deixa uma equipa que, apesar da derrota, mantém-se segura com 25 pontos.

Como jogou o Feirense:

 Como terminou:


in: MaisFutebol.iol.pt
 

Sem comentários:

DESTAQUES

ANDEBOL | Feirense ‘esmaga’ Moimenta da Beira