domingo, 26 de fevereiro de 2017

Nacional-Feirense, 0-0 | Nulo no meio do nevoeiro

Nacional e Feirense empataram a zero, num jogo que teve duas partes completamente distintas e onde os guarda-redes foram as figuras. A equipa de Jokanovic foi muito melhor na primeira parte e construiu situações suficientes para sonhar com uma vitória que nunca chegou, enquanto que a segunda parte foi mais equilibrada e, já perto do final, foi Adriano Fachini a salvar os alvinegros de uma derrota, que na verdade não mereciam. A equipa madeirense vai já no oitavo jogo consecutivo sem ganhar, mais de dois meses e meio sem saber o que são os três pontos e, com isso, mantém-se “aflita” na Liga.

A equipa de Jokanovic entrou muito bem no jogo, pressionando muito o último reduto do Feirense e, principalmente, o lado direito da defensiva da equipa de Nuno Manta, aproveitando o facto de Jean Sonny estar adaptado a lateral direito.
Aristeguieta foi o primeiro a rematar a baliza de Vaná, embora sem perigo. Minutos depois, e na sequência de um canto, foi a vez de Sequeira obrigar ao guarda-redes da equipa contrária a aplicar-se para não ver a bola dentro da sua baliza. Estava um jogo animado, com quatro cantos só nos primeiros 15 minutos, dois para cada lado.

Ainda antes da meia hora de jogo, Ricardo Gomes já tinha obrigado Vaná a sair da sua área para cortar dois ataques prometedores dos alvinegros. À terceira, depois de uma «fífia» de Luís Rocha, o avançado nacionalista apareceu solto na área, livre de oposição e obrigou Vaná a aplicar-se para manter a baliza a zero.

O Feirense estava agarrado à sua linha defensiva, e pouco fazia para parar as ofensivas contrárias. Ia valendo Vaná...e alguma dose de sorte. Mas a emoção, muitos lances de perigo iam surgindo para a baliza do Feirense, embora sem a eficácia que Jokanovic certamente queria.

Só nos últimos cinco minutos da primeira parte é que o Feirense conseguiu inverter o «massacre» ofensivo do Nacional. Primeiro foi Karamanos que obrigou Adriano Fachini a defender para canto um remate que saiu junto ao poste direito da sua baliza, tudo na sequência de um contra ataque. Depois, na sequência do respetivo canto, Etebo aproveitou uma bola à entrada da área para rematar forte e colocado à baliza, obrigando o guardião alvinegro a uma nova defesa. Ainda antes do Intervalo, o Nacional voltava à carga, com Sequeira, num livre, a atirar à barra da baliza do Feirense. Chegava o intervalo com um resultado lisonjeiro para a equipa de Nuno Manta.

A segunda parte parecia mudar o sentido do jogo, mas o remate de Luís Aurélio, que obrigou Adriano Fachini a nova defesa logo no início, foi apenas uma miragem. O Nacional voltou à carga e a comandar as operações, perfeitamente instalado no meio campo adversário, mas agora sem criar qualquer situação de perigo. Era mais um domínio consentido pela equipa adversária, uma forma de cansar a equipa da casa. Os lances não era tão evidentes como os que aconteceram na primeira parte.

Já com Hamzaoui e Salvador Agra em campo, nos lugares de Willyan e Ricardo Gomes, a equipa da casa passou a pressionar mais à frente, muito por culpa da frescura física ofensiva que Jokanovic introduziu na partida. Mas foi de pouca duração. Já eram lances mortos à nascença pela defensiva contrária.

O Feirense voltava ao jogo e sentindo isso Nuno Manta coloca em campo Babanco, dando outra qualidade de passe e de construção de jogo. Aí, nessa altura, o jogo estava repartido em termos de poderio ofensivo. As faltas começaram a acontecer e o jogo entrou então numa área a roçar a pouca qualidade.

A chegada do nevoeiro veio confirmar a pálida exibição de ambos os conjuntos na segunda parte, parecendo que o empate servia a ambos. Se era verdade que a equipa forasteira estava satisfeita, o Nacional tinha os últimos dez minutos para inverter aquilo que dava o jogo. Sem poder emotivo, sem qualidade ofensiva, a equipa da casa procurava agora ganhar o ponto, muito por culpa do último «pressing» do Feirense.

E a equipa de Nuno Manta só não ganhou a partida devido a Adriano Fachini, que evitou por duas vezes que a bola entrasse na sua baliza. Na primeira a remate de Karamanos e, na segunda, na recarga de Luís Aurélio.

Como jogou o Feirense:

 Como terminou:

in: MaisFutebol.iol.pt

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