quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Rodrigo Nunes: "Deixamos de ser medrosos"

Rodrigo Nunes enaltece ambição e rigor de Nuno Manta * Apostou no jovem técnico em 1999, quando tinha acabado o curso de desporto
Nuno Manta está entre as chicotadas mais rentáveis e animadoras da época e com a beleza extra e impacto geral de ter saído do anonimato. O jovem técnico, de 38 anos, sucedeu a José Mota e em seis jornadas rendeu 11 pontos ao Feirense, metade dos amealhados em catorze rondas com o antigo treinador. Os fogaceiros saboreiam, agora, posição bem mais desafogada, oito pontos acima da linha de água.

Mas afinal quem é Nuno Manta? Que história por detrás desta meteórica ascensão? As respostas estão na ponta da língua de Rodrigo Nunes, o presidente do clube, distante das actuais escolhas desportivas, mas próximo do homem que pinta um futuro risonho, o da primeira permanência na Liga.

«Trouxe-o para o Feirense em 1999, cresceu connosco e tem provado aos feirenses e ao futebol português a sua qualidade. Nada disto é obra do acaso, nota-se que é tudo trabalhado e fundamentado. O Nuno tem dado uma demonstração cabal das suas competências», realça Rodrigo Nunes.

CORTE COM O PASSADO

Entusiasmado com os resultados e com as exibições recentes, o líder dos fogaceiros encontra, sem esforço, a força diferenciadora.

«Estamos a jogar bem e deixámos de ser medrosos, apáticos e até envergonhados para sermos uma equipa que vai para qualquer jogo com ambição», gaba o dirigente, responsável pela ligação de Nuno Manta ao clube.

«Tinha um passado como atleta e mal completou o curso de Desporto, era um miúdo com os seus 22 anos, trouxe-o para os escalões de formação. Ajudou a fazer jogadores como o Rafa o Charles e o André Martins», regista, identificando a característica mais marcante do técnico.

«Distingue-se facilmente pelo rigor. Já era assim com os miúdos e os pais até se chateavam pelo grau de exigência que ele colocava no trabalho. Eu estou-lhe agradecido por aquilo que significou na evolução dos meus dois filhos como homens», vinca.

Da conversa espremem-se mais elogios à sede de conhecimento de Nuno Manta, ex-adjunto de Francisco Chaló, Quim Machado, Henrique Nunes, Pepa e José Mota: «Foi-se enriquecendo com cursos e preparando-se para tudo. De certeza que aprendeu um pouco com cada um deles e agora atingiu a plena maturação. estou satisfeito pelo sucesso dele, um filho da casa, que garante sucesso ao Feirense.»

OS DIAMANTES DE NUNO MANTA

ANDRÉ MARTINS
» O médio dado a conhecer pelo Sporting, hoje no Olympiakos, passou ainda menino pela formação do Feirense pelas mãos de Nuno Manta. Também é internacional português.

RAFA

» Craque do SC Braga em 2015/2016, Rafa deixou Alverca para ser moldado na formação do Feirense. O seu talento cresceu imenso, ao ponto de ter chegado à Selecção Nacional e ao Benfica.

CHARLES
» Já com 31 anos, o atacante saiu cedo do Feirense para o Pontevedra e para uma história de sucesso em Espanha, levando quatro épocas seguidas em La Liga, no Celta de Vigo e no Málaga.

BRASILEIRO E GREGO, SOCIEDADE LETAL

Platiny e Karamanos são responsáveis por 11 dos 17 golos do Feirense na Liga

Depois de ter sido um dos melhores artilheiros da última edição da Liga 2, Platiny também dá cartas na divisão maior, aparecendo com um total de seis golos no Campeonato. O brasileiro brilhou e viveu noite cintilante frente ao Rio Ave, tal como Karamanos, fundamental em vários jogos do Feirense. Brasileiro e grego formam, assim, uma sociedade letal, provando que podem ser compatíveis na frente de ataque. O grego marcou pontos no arranque da época, Platiny subiu a figura de proa quando maus resultados fizeram murchar o ego. Após alternados estados de graça, Nuno Manta parece estar na posse do modelo certo para extrair o máximo proveito do dois avançados com inegável capacidade goleadora.

Olhando à pontaria de Platiny e Karamanos a vida fica mais difícil para Wellington, reforlo de inverno, que chegou para fazer face à badalada saída do jogador helénico. A transferência para o Fullham esteve alinhavada, Karamanos viajou para Inglaterra mas como não houve acerto de valores entre o Olympiacos e o emblema de Craven Cottage permaneceu activo o empréstimo ao Feirense.

in: jornal A BOLA

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