quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

SAD demarca-se de "polémica estéril e suspeição infundada"

Caso das apostas continua a dar que falar

A SAD do Feirense demarcou-se esta terça-feira "polémica estéril e suspeição infundada" causada pelo cancelamento das apostas do encontro com o Rio Ave, da 20.ª jornada da Liga NOS.

A SAD do clube lamentou o facto de o acontecimento "colocar em causa o bom nome do futebol português", sublinhando que se demarca "de todo e qualquer tipo de situações que coloquem em causa o bom nome da instituição que sempre pugnou pela verdade desportiva".

Na segunda-feira, o Departamento de Jogos da Santa Casa suspendeu a aceitação de apostas no encontro entre Feirense e Rio Ave, devido "ao volume atípico de apostas registado e ao risco financeiro envolvido", depois de alguns órgãos de comunicação social terem noticiado um afluxo anormal de movimentos.

Em comunicado, a SAD do Feirense revelou que jogadores e equipa técnica desconheciam a decisão da Santa Casa da Misericórdia, porque "a equipa técnica e o respetivo plantel - que se encontravam em estágio - não tiveram conhecimento de tal notícia veiculada pelos órgãos de comunicação social e redes sociais, uma vez que é proibido por regra interna a utilização de dispositivos móveis durante esse mesmo período".

A estrutura que lidera o futebol do Feirense lamentou ainda o que designa de "polémica estéril e suspeição infundada" e o facto de a Santa Casa da Misericórdia não ter esclarecido de imediato as razões da suspensão da aposta desportiva.

"Sem averiguar quais as razões que determinaram o procedimento suspensivo (quiçá preventivo) adotado pelo Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, alguma Comunicação Social 'montou' uma história de contornos rocambolescos com personagens tirados sabe-se lá de onde. Não podemos deixar de lamentar a tardia tomada de posição por parte do Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Um simples comunicado, divulgado aquando da tomada de decisão a explicar as razões da mesma, teria salvaguardado todas as partes - o promotor das apostas, as sociedades desportivas envolvidas, os seus profissionais e, em última análise, o próprio futebol", refere o comunicado da SAD.

in: Record online

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