domingo, 5 de março de 2017

Feirense 0-1 Benfica | Derrotados pela... estrelinha

foto: maisfutebol
Há lugares impróprios para alguns. E alguns não cabem num estádio de futebol. A crónica do Feirense x Benfica começa no lamentável episódio que alguns - poucos - adeptos fizeram questão de protagonizar minutos antes do início do jogo, lançando tochas para o relvado. O jogo atrasou-se e até Luisão procurou pedir ordem no caos dos caóticos. Há lugares impróprios para alguns.

Afugentado o fumo, jogou-se futebol. O Benfica, sabedor da goleada do FC Porto, respondeu com mais três pontos na maratona que se vai decidir a dois. Recuperou a liderança poucas horas depois e passou mais um exame de campeão. E Pizzi, qual tropa de elite, voltou às melhores noites para resgatar a águia de um voo perigoso na Feira.

Mas o triunfo encarnado, diga-se, vendeu-o caro o Feirense. Que bela postura que Nuno Manta incutiu na sua equipa, que mostrou sempre o desejo expresso de dividir o jogo, antes e depois do golo de Pizzi (42'). Os pontos e a classificação também ajudam, claro, mas há claramente um antes e um depois de Manta em Santa Maria da Feira.
Fogaceiros perdulários

E como poderia ser diferente o realismo do resultado. Antes do momento de Pizzi - já lá vamos -, o Feirense devia ter batido Ederson. Fosse no pé de Karamanos logo no primeiro minuto ou, mais claro ainda, no de Luís Machado sobre a meia hora. O extremo da casa atirou por cima depois de um corte defeituoso de Luisão, quando o mais fácil era acertar na baliza.

E Luís Machado, que trocou frequentemente com Karamanos numa mobilidade interessante na frente, voltou a suspirar pelo golo aos 41 minutos, antes do Feirense «pagar» pela ineficácia. Por esta altura já o Benfica estava mais dominador mas nunca confortável. Salvio (19') podia ter feito melhor num contra-ataque lançado por Zivkovic e Mitroglou, pouco depois, viu Vaná defender a dois tempos. Apesar do ascendente encarnado, havia dois lados do tabuleiro.
Pizzi com frieza notável

Mas é nos detalhes que se desequilibram jogos, resultados. Carrillo, que estava bem posicionado para voltar à penumbra de outros jogos, teve olho clínico para Pizzi, que depois de ganhar o duelo na área do Feirense soube temporizar ao segundo o momento exato para bater Vaná; uma frieza notável do médio goleador (12º golo da época) das águias, que dotou o Benfica de uma vantagem importante para o segundo tempo.

Ainda assim, foi de Etebo (50') o primeiro sinal de perigo, quando só a «mancha» de Ederson evitou o empate. E quando Karamanos viu Ederson travar o remate em cima da linha (69') percebeu-se, por fim, que o resgate encarnado dos três pontos ia ser o cabo dos trabalhos. No entanto, o poder de fogo dos homens da casa nunca chegou para fazer «arder» as contas encarnadas, que ndepois de uma noite de muito trabalho e pouco brilho voltou ao doce conforto da liderança.

in: ZeroZero.pt

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