sábado, 6 de maio de 2017

P. Ferreira-Feirense, 0-1 | Segunda vitória seguida

Já só faltam seis para a marca de Nuno Manta
foto: MaisFutebol
Polémica antes do jogo, com apostas à mistura, filme com muitos altos e baixos, mas, acima de tudo, vencedor certo para um duelo rijo e que centrou, mais do que esperado, as atenções da tarde, por tudo o que o antecedeu. Se a aposta também incluía a parte de o Feirense ser melhor, então foi jackpot, porque, não sendo o jogo todo, foi, pelo menos durante mais tempo. O suficiente. Porque, ao contrário do Paços, marcou num desses períodos o golo que permite chegar aos 42 pontos e deixar a meta traçada por Nuno Manta, na semana passada, a duas vitórias de distância.

Como o arranque foi bom, a monotonia com que encerrou o primeiro tempo foi uma desilusão. O Paços entrou a todo o gás, a rematar de qualquer lado e a encostar o Feirense, que até tinha feito o primeiro remate do jogo, por Edson Farías, logo no primeiro lance, às cordas.

Foram 15 minutos de pressão e bom futebol pacense, com as combinações entre Vasco Rocha e Andrezinho, associadas a perdas de bola em zonas fulcrais dos rivais a só não causarem mais estragos porque Peçanha, com maior ou menor dificuldade, foi segurando tudo. Luiz Phillype, à sua conta, aqueceu por três vezes (uma delas em lance vistoso) as mãos ao guardião da Feira, em tarde de regresso a uma casa que já foi sua.

O Feirense resistiu a essa pressão inicial do Paços, manteve-se ligado e equilibrou o jogo. Porque o Paços, incompreensívelmente, esgotou-se ali. Nunca mais teve o futebol dos primeiros minutos. Antes do intervalo, já o Feirense tinha, também, desperdiçado as suas oportunidades, com destaque para um remate enrolado de Luís Aurélio, em excelente posição, após mais uma investida de Edson Farías, outro ex-pacense, que foi o mais dinâmico do ataque visitante.

Com Vasco Seabra a apostar no onze que tem sido habitual, salvo a inesperada troca de guarda-redes, Nuno Manta respondeu com várias mexidas, como, de resto, tem sido normal desde que a manutenção ficou matematicamente assegurada. Paulo Monteiro rendeu Flávio Ramos no centro da defesa, até sair lesionado na segunda parte, após levar um pontapé no rosto, involuntário, de Luiz Phellype. No miolo, sem Cris, Nuno Manta apostou em Luís Aurélio e juntou-lhe Babanco, sacrificando Luís Machado, face ao grupo que vencera o Marítimo.

A fórmula demorou a encaixar mas resultou bem. Sem um verdadeiro trinco, o miolo dos azuis foi sempre de muita luta, com Tiago Silva, como sempre, a dar o acréscimo de qualidade que é, também, necessário para fazer a diferença na frente.

Como se disse, o Feirense evoluiu com o passar do jogo, ao contrário do Paços, que entrou muito bem, mas foi regredindo, a ponto de, quando sofreu o golo, já não ser surpresa para ninguém.

Marcou no início do segundo tempo, então, com Ícaro a aproveitar um canto para levar a melhor sobre Luiz Phellype, ao primeiro poste. O golo abanou de vez com um Paços que já não era assertivo há muito e a resposta que se queria à altura foi bastante tímida.

Vasco Seabra trocou o apagado Diego Medeiros por Barnes Osei, primeiro, depois o maestro Andrezinho, sempre bem marcado, por Ricardo Valente, procurando um jogo mais vertical. A equipa não se esticou, contudo, como queria, mas teve soberana ocasião para empatar, quando Dias, acabado de entrar, carregou Ivo Rodrigues na área. Jorge Ferreira marcou o penálti, mas Luiz Phellype atirou ao poste.

No lance seguinte, o Paços fica reduzido a dez, por expulsão de Barnes Osei, no que pareceu uma decisão exagerada do árbitro. E a história do jogo fechou ali, mesmo que Vasco Seabra ainda tenha arriscado tudo, trocando Filipe Melo por Cícero, ou o jogo tenha ficado de novo equilibrado quando Dias também foi expulso, por acumulação de amarelos, quinze minutos depois de entrar.

O Feirense segurou as investidas do Paços, descoordenadas, e ainda viu uma bola passear sobre a linha e chegar a Bruno Santos, para o corte, já na reta final. Mais importante: meteu os três pontos na gaveta e acabou com a onda vitoriosa do Paços que não conseguiu meter a terceira vitória seguida.

in: MaisFutebol.iol.pt
 

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