segunda-feira, 5 de junho de 2017

Entrevista de Vítor Bruno ao site Mais Desporto

MD: Desde de já agradecer em nome da Mais Desporto pela disponibilidade

​VB: Obrigado eu pelo convite.

MD: Saiu da Roménia do Cluj para vir para Portugal jogar no Feirense. Está satisfeito com essa mudança?

VB: Sim muito satisfeito. Foi um clube que me acolheu muito bem, com pessoas de um humanismo fantástico. É um clube pequeno mas organizado e ambicioso. Na altura, sabia que corria riscos mas foi a melhor escolha que poderia ter tido. Voltei a jogar ao melhor nível e ter o protagonismo que queria.

MD: Que diferenças encontrou entre o futebol português e o romeno?

VB: ​Sao logo notórias . Embora haja qualidade também no futebol romeno e com valores emergentes aqui em Portugal, somos mais evoluídos e mais inteligentes na abordagem ao jogo. Somos ricos taticamente e mais profissionais. Há diferenças também nas condições. Temos cá instalações de qualidade e no futebol romeno em muitos locais, isso não existe. Diferenças óbvias no ritmo de jogo também. No entanto, foi mais uma experiência e isso é enriquecedor em termos pessoais/profissionais.

MD: Pensas em chegar à seleção nacional um dia?

​VB: Sou objetivo na análise e sei que para chegar a um patamar desses , o meu próximo passo teria de ser num clube com outras ambições também. Não me iludo e sei viver com a realidade. Não é falta de ambição mas sim realismo.

MD: Para ti, quem é o melhor defesa esquerdo da atualidade?

VB: Marcelo é sem dúvida para mim o melhor. Aliás, é uma referência. A forma como joga encara o adversário, mostrando que o futebol afinal é prazer e divertimento também. Fazem falta mais jogadores como ele

MD: Os dois clubes que subiram da 2ª Liga para a 1ª (Feirense e Chaves) conseguiram surpreender, qual é a sua opinião sobre este feito?

VB: Acho que há melhor preparação e capacidade. Acho que cada vez mais vamos assistir a equipas que sobem e se preparam de forma eficaz para a competitividade do campeonato. Temos também as entradas de investidores e que também permite acrescentar mais qualidade aos seus planteis. Este ano, assistimos a dois clubes que subiram e que foram as duas sensações do campeonato em fases diferentes. Numa primeira metade da época o Chaves pela organização e capacidade defensiva e numa segunda fase um Feirense muito competente, com capacidade de jogar bom futebol e que acabou por ser a quarta melhor equipa da segunda volta!

MD: Qual é a opinião de um jogador sobre o recorde de troca de treinadores numa época, sente que os clubes tem que começar a preparar melhor as épocas?

​VB: Creio que tem haver maior preparação das pessoas e perceber o rumo/ideia que se quer criar. Mais do que despedir é saber porque se contrata um determinador treinador.

MD: Qual é a tua opinião sobre este clima de tensão que se vive no futebol português?

Não é positivo e não dá o que todos os agentes envolvidos deveria querer, mais qualidade e melhor futebol. Infelizmente, assistimos todos os dias na TV comentadores a incendiar ainda mais. Tem de haver maior responsabilização dos clubes grandes neste sentido para que o clima melhore e se valorize o que é importante de facto, que é o futebol dentro das quatro linhas.

MD: Vídeo-arbitro vai resolver os problemas da arbitragem ?

​VB: Vai resolver questões de maior dificuldade para o árbitro e em que o resultado final fosse adulterado. Importante é perceber se isto diminuirá aquilo que é o espectáculo em si com demasiadas paragens.

MD: Uma grande época atrai sempre interesse de outros clubes vai ficar no Feirense ou vem ai uma nova aventura na sua carreira?

​VB: O Feirense infelizmente deixou de ser hipótese. Quanto ao futuro, estou aberto e disponível. Não há nada decidido. Vou pensar muito bem e ponderar vários factores. Porém, tenho de me sentir feliz para onde quer que vá.

MD: Há propostas oficiais neste momento?

​VB: Sim há . No entanto, quero manter em sigilo e ponderar vários factores.

MD: Quanto ao futuro, passa por Portugal?

​VB: Será precoce responder a algo desse género. Como disse , não fecho a porta a nada. Um não é irreversível e eu não digo não a nada. O que quero é sentir felicidade porque esse factor é o mais importante para poder desempenhar um grande trabalho.

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