quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pré-época | Feirense, 1 - V. Guimarães, 3; Colorido por Tozé

V. Guimarães venceu o Feirense e mostrou bom futebol em alguns períodos. Médio contribuiu para os momentos mais brilhantes
foto: CD Feirense
Tozé, à esquerda, brilhou no jogo de ontem com o Feirense

O Vitória de Guimarães continua sem perder na pré-época. Depois dos jogos mais acessíveis com o Santiago Mascotelos (6-0) e o Vila Chã (9-1) e do empate diante do Portimonense (3-3) – o triunfo sobre o Belenenses foi obtido pela formação B – no Torneio da Póvoa, desta vez a equipa de Pedro Martins foi a Santa Maria da Feira bater o Feirense por 3-1. Um resultado mais do que justo e que premeia a qualidade e a melhor capacidade de finalização.

O golo de Pedro Henrique, após canto de Tozé, sensivelmente a meio da primeira parte, culminou num domínio quase absoluto na metade inicial. Pedro Martins optou por um 4x2x3x1 em que Francisco Ramos e Kiko eram os médios recuados e Tozé tinha a missão de organizar. O médio fartou-se de jogar e marcou mesmo um golo, já na segunda parte, após assistência de Rafael Martins. Foi, na realidade, o grande dinamizador do Vitória, mostrando a Pedro Martins que pode ter influência no rendimento coletivo.

O Feirense apareceu ligeiramente diferente na segunda parte. Mais atrevido, aproximou-se da grande área contrária, criou alguns momentos de perigo e chegou mesmo ao empate, numa cabeçada de Flávio Ramos a completar um canto de Tiago Silva. A reação vitoriana durou apenas dois minutos, com o tal golo de Tozé. As alterações efetuadas pelos dois treinadores retiraram alguma qualidade a partir dome ioda segunda parte, mas seriam, curiosamente, dois dos trunfos de Pedro Martins a sentenciar o jogo, quando Sturgeon fez a recarga após remate de Estupiñan.

Em resumo, o Vitória que até jogou sem alguns potenciais titulares, está, nesta altura da preparação, uns furos acima do Feirense que ainda precisa de trabalhar muito.

Os dois treinadores optaram, curiosamente, pelo mesmo sistema: 4x2x3x1. No caso do Vitória, muito mais audaz e com um maior preenchimento dos espaços no meio-campo, o que teve alguma influência no desfecho.

FEIRENSE


Murilo

O guarda-redes brasileiro, que está a trabalhar à experiência, tentou provar, mais uma vez, que tem qualidade para continuar no plantel de Nuno Manta. Aos 38’ defendeu um remate perigoso de Hélder Ferreira e aos 69’ impediu um golo de Sturgeon.

Flávio Ramos

Muito agressivo na disputa dos duelos, o defesa-central ganhou muitas bolas divididas. Nos lances de bola parada também foi uma constante ameaça, tendo, aos 55’, fugido à marcação, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza de Douglas.

Alphonse

Muito pressionante no meio-campo, integrou também o ataque, participando na manobra ofensiva do Feirense. Numa dessas vezes, assistiu José Valencia, que marcou o golo, que na altura dava esperança em evitar a derrota para os da casa (65’).

Luís Machado

Teve poucas hipóteses de ganhar a linha e superiorizar-se nos lances de 1x1. Aos 48’, driblou de forma brilhante Sacko e fez a bola sobrevoar Douglas, num cruzamento/remate, que ninguém emendou ao segundo poste.

Tiago Silva

Dominou a marcação das bolas paradas e, nesse capítulo provocou quase sempre perigo para a defesa vitoriana. Tentou sair da zona de pressão a jogar com qualidade.

José Valencia

Tem um físico imponente que lhe foi útil no jogo aéreo. Mas também mostrou que é um jogador interessante a nível técnico, pelo golo que marcou. Após passe de Alphonse, simulou o remate, sentou Douglas e só depois introduziu a bola na baliza, fazendo na altura o empate (65’).

 in: jornal O JOGO

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