quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pré-época | Feirense 1x2 Boavista, Bukia esteve em destaque

No espaço de dois minutos, o congolês teve duas ações decisivas, primeiro a arrancar o penálti que Fábio Espinho converteria e depois a isolar Mateus para o golo do triunfo
foto: CD Feirense
Feirense e Boavista disputaram, ontem, o quarto jogo de pré-época, tendo antes somado um saldo invencível de três jogos contra adversários da II Liga. No teste mais difícil até agora, entre rivais do primeiro escalão, os axadrezados levaram a melhor sobre a equipa de Santa Maria da Feira e demonstraram estar mais adiantados na preparação para o arranque do campeonato, quer a nível de maturidade, quer no caudal ofensivo criado e no entrosamento entre os novos jogadores. A equipa de Miguel Leal teve mais posse de bola e construiu mais oportunidades de golo. O resultado acabou por ser curto face ao que os boavisteiros produziram, disfarçando a diferença de qualidade entre as equipas. O desempenho da equipa de Nuno Manta, que no final não quis falar sobre o jogo, revelou, acima de tudo, lacunas ao nível da agressividade. A entrada até nem foi má e João Tavares, aos sete minutos, inaugurou o marcador na transformação de um livre lateral, ficando a sensação de que o guardião Vágner poderia ter feito mais. Este foi um dos raros lances de perigo para as redes da pantera, que aos poucos começou a acertar nas marcações e a crescer na partida. Aos 32’, e já depois de algumas jogadas perigosas junto à baliza de Murilo Prates, guarda-redes que está à experiência no Feirense (ler rodapé), o extremo Bukia arrancou uma grande penalidade a castigar falta do lateral-esquerdo Kakuba. Fábio Espinho encarregou-se de converter o castigo máximo e empatar o jogo. Passados dois minutos, o Boavista operou mesmo a reviravolta. O atacante congolês mostrou-se novamente inspirado, picando a bola sobre a defensiva do Feirense e isolando Mateus. Perante a saída de Murilo Prates, o avançado angolano finalizou o lance com um “chapéu” irrepreensível.

Na segunda parte, a formação de Miguel Leal voltou a ter oportunidades para dilatar a vantagem por Mateus (65’), Rochinha (72’), Renato Santos (79’ ) e Rossi (89’ ), enquanto os comandados de Nuno Manta foram encostados às cordas e apostaram quase sempre no futebol direto para chegar ao ataque, mas sempre sem consequências.

João Tavares
Frente ao Boavista, o ex-júnior apontou o seu segundo golo na pré-época, de livre, e está a mostrar a Nuno Manta que pretende ficar no plantel. Ontem, o médio ressentiu-se da pouca colaboração dos companheiros.

António Briseño
O central mexicano esteve bem melhor do que o colega de sector, Bruno Nascimento, que às vezes complicou na transição da defesa para o ataque. Levou a melhor em vários duelos com adversários.

Edson Farias
Por vezes, mostrou-se alheado do jogo, mas, sempre que a bola lhe chegava aos pés, tentava criar problemas junto à baliza. Os adversários recorreram muitas vezes à falta para o travar.

Gustavo Ermel
O avançado esteve melhor nas ações defensivas do que a atacar... Apesar disso, deixou bons apontamentos, embora tenha pecado na hora de rematar.

in: jornal  O JOGO

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