sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Entrevista de Luís Henrique ao site Dominiodebola.com

Chegou rotulado pelo Feirense como “uma das maiores promessas do futebol brasileiro e mundial”. Luís Henrique, de 19 anos, conversou com o Domínio de Bola e falou de tudo um pouco sobre a sua carreira.
Luís, fizeste toda a tua formação no Botafogo. Esse mesmo clube formou vários campeões do mundo (no Mundial de 1962, o Brasil foi campeão mundial e oito dos atletas da seleção brasileira tinham sido formados no Botafogo); como foi vestir a camisola dos alvinegros?

Foi a realização de um sonho. Depois de atuar nas categorias de base do clube, pude vestir a tão tradicional e histórica camisola alvinegra. Saber que pude honrar um clube com tanta história é um motivo de muito orgulho.

Na época passada trocaste o teu clube de formação pelo Atlético Paranaese, um clube a quem guardas grande carinho. Qual foi a sensação de representar o ‘Furacão’ ?

Foi o primeiro grande desafio da minha ainda curta carreira como profissional. Chegar a um clube do porte do Atlético, e já ter pela frente grandes experiências como a Libertadores, foi incrível. Pude aprender bastante e amadurecer profissionalmente.

Com apenas 17 anos, foste convocado para representar o Brasil no Campeonato do Mundo sub-17. Marcaste o golo que valeu o apuramento para os quarto-de-final do torneio frente à Austrália, lembras-te deste momento?

Sim. Foi um golo bem especial. A minha família estava no estádio e isso deu-me ainda mais confiança para fazer um grande jogo. Vestir a camisola da Seleção brasileira é outra memória que levarei para sempre.

Este ano decidiste trocar o teu país de origem pela Europa. O sucesso de outros brasileiros em solo europeu foi um factor determinante para esta mudança?

Sim, com certeza. É algo que serve como motivação e inspiração para um jovem como eu. Mas acima de tudo, julguei ser o momento ideal e me senti extremamente preparado para este novo desafio. Conversei bastante com a minha família antes de tomar essa decisão.

Vir para Portugal foi a tua primeira escolha?

Sim. Gostei muito do projeto que o Feirense me apresentou e tive ótimas referências da cidade. Portugal é um país bastante acolhedor para brasileiros, não só pelo clima, mas também pela língua, pelo jeito do povo ser.

Quais as expectativas em torno do teu próximo desafio no Feirense?

As melhores possíveis. Estou muito confiante e pronto para ajudar a equipa a ter um desempenho fantástico nesta época.

Quais os objectivos determinados pela direcção e pela equipa técnica?

Preferimos tratar isso internamente, mas sem dúvidas, até mesmo pela época que tivemos em 2016-17, precisamos e podemos sonhar alto!

E quanto a ti, traçaste metas que pretendas alcançar?

Quero corresponder às expectativas, alcançar uma boa sequência de jogos e fazer golos importantes para a nossa equipa!

Estás em Portugal há pouco tempo, até agora qual foi a coisa que mais gostaste?

Acho que da infraestrutura e do povo. A tranquilidade com a qual você pode andar nas ruas e a paz que se sente aqui é incrível.

Quais as principais dificuldades que estás à espera de enfrentar em Portugal?

Acho que a saudade da família mesmo. Mas isso conseguimos superar. É algo que nos afeta, mas não atrapalha o nosso desempenho em campo. Pelo contrário, motiva-nos!

Já tiveste tempo para conhecer a massa associativa do Feirense. Queres deixar-lhe alguma palavra?

Que nos apoiem sempre até ao final, estamos dentro de campo para ganhar e sempre será essa a mentalidade! Ganhar e ganhar.

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