sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CICLISMO | A equipa do Vito-Feirense – BlackJack

Pelotão nacional com nove equipas continentais

Sem grandes novidades numa altura da temporada algo morna, a equipa da Efapel iniciou hoje um estágio em Ovar, que se prolonga até quinta feira, e que tem como meta definir objectivos e desenvolver o espírito do grupo são as principais finalidades, do grupo liderado por Américo Silva.

Entretanto, são já conhecidos os planteis das seis equipas com estatuto profissional, salientando-se a extinção da equipa da LA – Metalusa – Albergaria, que acabaria por se dividir em dois blocos. Uma parte da estrutura, fez uma fusão com a nóvel equipa criada em Santa Maria da Feira, com o regresso do Feirense, e a outra deu origem à criação da equipa LA Aluminios, no escalão continental amador, de sub-25.

Mantém-se pois um pelotão de seis equipas profissionais, cujo grupo será reforçado com mais três equipas continentais, de estatuto amador, num total de nove formações, o que permite um pelotão nacional máximo em provas de 63 ciclistas.

F.C Porto e Sporting reúnem, à partida os dois blocos mais fortes, são também as formações com maior orçamento, com os portistas a conservarem Alarcon e Veloso, mas perdendo Amaro Antunes e Joaquim Silva, o que torna os portistas um pouco mais vulneráveis.

Já o Sporting parece ter Joni Brandão em força para 2018, o que pode dar uma ova dimensão à equipa, que conta ainda com Alejandro Marque e Nocentini, duas mais valias , onde a experiência joga em seu favor.

Depois há um novo bloco composto por duas formações, a Radio Popular- Boavista e a Efapel. Os axadrezados contam com João Benta e Domingos Gonçalves como cabeças de cartaz, mas onde uma dupla russa pode fazer diferenças. Trofimov e Silin são dois nomes de World Tour, o que pode dar uma nova dimensão à equipa.

Já a Efapel conta também com a experiência de dois grandes ciclistas, Sérgio Paulinho e David Arroyo, mas de quem Américo Silva espera melhores cometimentos é para a dupla alentejana Casimiro – Mestre, o que torna a equipa muito versátil.

A equipa do Louletano, este ano com um novo patrocinador, Aviludo, continua a ter em Vicente de Mateo o chefe de fila incontestado dos algarvios, com quem os seus dirigentes pensam vencer a Volta a Portugal. A equipa está mais equilibrada, e beneficiou imenso da redução do numero de ciclistas em prova.

A Vito-Feirense é uma equipa nova e, apesar da experiência de Joaquim Andrade é um primeiro ano e um recomeço, que pode ser dificil. A equipa não difere muito da LA-Metalusa de 2017, podendo até ser mais forte. Edgar Pinto é o capitão da equipa, numa equipa com muitos jovens.

Vejamos a constituição destas seis formações:

W52 – FC PORTO

Diretor Desportivo: Nuno Ribeiro

Bicicletas – KTM

  • Raul Alarcon - Ciclista completo. Chefe de fila da equipa.
  • Gustavo Veloso - Rolador. Bom C/relogista e bom finalizador
  • António Carvalho - Trepador e rápido em pequenos grupos
  • Samuel Caldeira -  Sprinter e excelente ciclista de equipa
  • Ricardo Mestre - Bom ciclista de equipa e bom trepador
  • João Rodrigues - Ciclista que tem evoluído, bom rolador.
  • Rui Vinhas - Bom ciclista de equipa
  • Angel Rebollido - Algo inconstante em 2017. Necessita confirmar.
  • Daniel Freitas - Bom finalizador, mas limitado face ao valor da equipa
  • José Neves - Ex- Liberty - A confirmar o triunfo na Volta do Futuro.
  • César Fonte - Ex-La Aluminios - Tem de ganhar espaço na equipa em 2018

Mantendo as traves mestras da equipa, Alarcon e Veloso, o bloco azul e branco, está, contudo mais fraco em relação a 2018, depois das saídas de Amaro Antunes e Joaquim Silva, com as entradas a não colmatarem as saídas. Conseguiu alguma vantagem, com a diminuição do numero de ciclistas na Volta a Portugal para sete elementos.

SPORTING – TAVIRA

Diretor Desportivo: VIDAL FITAS

Bicicletas – JORBI

  • Joni Brandão - Ciclista completo. Chefe de fila da equipa.
  • Rinaldo Nocentini - Ciclista completo e bom finalizador
  • Frederico Figueiredo - Trepador , consegue ir com os melhores.
  • Alejandro Marque - Excelente rolador, e bom ciclista de equipa.
  • Fábio Silvestre - Uma época em branco e uma incógnita em 2018
  • David Livramento - Ciclista de equipa.
  • Valter Pereira - Ciclista de equipa
  • Mario Gonzalez - Algo inconstante em 2017. Necessita confirmar.
  • Alvaro Trueba - Efapel - A melhor contratação da equipa. Excelente équipier.
  • Nicola Toffali - Itália
  • Alexander Grigoriev - MutualLevante - Vem rotulado como bom trepador.

Uma equipa forte, mas muito condicionada pelo valor de Joni Brandão. Equipa semelhante à de 2017, mantendo os homens fortes da equipa. Nocentini e Marque são nomes a ter em conta, nos momentos decisivos, e uma alternativa em muitas provas a Joni Brandão, que deverá ser o homem forte para a Volta.

Vito-Feirense – BlackJack

Diretor Desportivo: Joaquim Andrade

Bicicletas – ainda não é conhecida a marca oficial.

  • Edgar Pinto - Ciclista completo. Chefe de fila da equipa. Bom finalizador em chegadas em alto.
  • Luis Afonso - Ciclista de equipa, para entrar em fugas.
  • João Matias - Bom finalizador, um dos ciclistas que mais tem evoluído na estrada.
  • Leonel Coutinho - Passou um ano como amador na Froiz, mas precisa de motivação.
  • Ricardo Vale - Ciclista de equipa .
  • Soufiane Haddi - Razoável trepador, e ciclista de equipa.
  • Hugo Sancho - Um dos homens fortes da equipa, em especial na alta montanha.
  • João Santos - Moreira/Feira - Primeiro ano como profissional.
  • Gonçalo Santos - “ - “ - Primeiro ano como profissional.
  • Bernardo Saavedra -  “ - “ - Primeiro ano como profissional.

Dois regressos que se saudam, o do Feirense e do ciclismo profissional às Terras de Santa Maria. Uma equipa que alterna a experiência, Pinto, Sancho, Haddi e Matias com jovens neo-pro, a quem se deve dar tempo para uma adaptação a uma nova experiência na sua carreira.

EFAPEL

Diretor Desportivo: Américo Silva

Bicicletas – Cipollini

  • Henrique Casimiro -  O homem forte da equipa trepar .
  • Daniel Mestre - Um dos melhores sprinters do pelotão.
  • Sérgio Paulinho - Acompanha os melhores, mas já não faz a diferença.
  • Rafael Silva - Necessita confirmar como sprinter.
  • Bruno Silva - Bom ciclista de equipa e bom trepador
  • Jesus del Pino - Trepador, foi algo irregular em 2017.
  • David Arroyo - Caja Rural -  Bom trepador, chega tarde ao ciclismo luso.
  • Marcos Jurado - Burgos-BH - Ciclista de equipa
  • Pedro Paulinho - Louletano - Algo inconstante em 2017. Bom rolador

Equipa experiente, com Casimiro como o homem mais forte na alta montanha, tem em Sérgio Paulinho sempre uma referência. Daniel Mestre é o grande pendulo da formação de Américo Silva. Alguns ciclistas tardam em confirmar, como Rafael Silva e Del Pino, vencedor nas Beiras, mas depois pouco competitivo. David Arroyo poderá ser uma peça muito importante.

AVILUDO – LOULETANO

Diretor Desportivo: Jorge Piedade

Bicicletas – Jorbi

  • Vicente de Mateo - Ciclista completo e sprinter. Chefe de fila da equipa.
  • Luis Mendonça - Evoluiu em 2017. Bom finalizador.
  • David de La Fuente - Bom trepador. Experiente e ciclista de equipa.
  • André Evangelista - Tem vindo a evoluir. Rolador.
  • Óscar Hernandez - Ciclista de equipa.
  • Rui Rodrigues - Ciclista de equipa
  • Márcio Barbosa -  Trofa -  Trepador. Regresso a profissional, depois de alguns anos de interregno.
  • Luis Fernandes - Sporting -  Ciclista de equipa.
  • Nacho Martin - FC Porto -  Pode ter mais oportunidades que em 2017.

Uma equipa que vive à custa de Vicente de Mateo, e que procurou reforçar-se com ciclistas de equipa, capazes de o ampararem nos momentos decisivos da Volta. Não sofreu grandes modificações em relação a 2017.

RADIO POPULAR – BOAVISTA

Diretor Desportivo: José Santos

Bicicletas – Focus

  • João Benta - Trepador um dos chefes de fila da equipa.
  • Egor Silin - Trepador. Necessita confirmar valor em 2018.
  • Filipe Cardoso -  Rolador e rápido em pequenos grupos
  • David Rodrigues - Trepador e ciclista de equipa
  • Luis Gomes - Revelou-se em 2017, precisa confirmar em 2018.
  • Domingos Gonçalves - Pode ser chefe de fila se evoluir mais na montanha. Melhor c/relogista nacional, o que pode ser decisivo em algumas provas.
  • Iuri Trofimov -  Trepador. Um talento que pode preparar em Portugal, o regresso a nível internacional.
  • Oscar Pelegri - Bom finalizador em pequenos grupos. Rolador

Equipa semelhante em valores à de 2017. Trofimov pode ser uma mais valia, Domingos Gonçalves a grande alavanca dos axadrezados, e Benta um dos homens fortes do pelotão 2018. A equipa ainda não está completa, falta a entrada de pelo menos mais um ou dois ciclistas.

As equipas sub-25 vêm dar um toque renovador ao ciclismo nacional. Uma aposta que pensamos não foi suficientemente estudada e fundamentada, mas ao cabo e ao resto pode ser uma mais valia, em especial para os grandes organizadores, como a Volta a Portugal, com o condão de ter mais ciclistas portugueses em prova, o que aguça o interesse do público.

Nestas três formações estarão sediados alguns dos mais jovens promissores ciclistas nacionais, e são, portanto equipas a seguir.

Vejamos os seus plantéis:

Mortágua – Miranda

Diretor Desportivo: Pedro Silva

Bicicletas:

  • Hugo Nunes
  • Francisco Campos
  • Jorge Magalhães
  • Gonçalo Carvalho
  • António Barbio - Efapel
  • Nuno Meireles Bolívia
  • Artur Chaves Adrap
  • Damien Cordeiro Castet (França)
  • José Sousa - Adrap
  • Pedro Teixeira - Maia

É talvez, a equipa mais forte do escalão sub-25, com valores certos, como Francisco Campos, Hugo Nunes, mas sobretudo Jorge Magalhães, numa equipa reforçada com os profissionais Nuno Meireles e António Barbio, dando uma maior força à equipa comandada por Pedro Silva, que conseguiu levar o ciclismo para o interior do país, o que poderemos considerar um feito assinalável.
LA Alumínios

Diretor Desportivo: José Barros

Bicicletas – Scott

  • Nuno Almeida - Louletano  - É o nome mais sonante da equipa. Bom rolador.
  • Fábio Mansilhas - Mortágua
  • Paulo Silva - Sicasal
  • Pierre Tartié - Maia
  • Paulo Silva - Sicasal
  • Fabio Oliveira Moreira - SJ.Ver
  • David Ribeiro - Liberty Seguros
  • Rafael Apolinário - Sicasal
  • Gonçalo Leaça - Sicasal
  • João Fernandes - Maia


Ter como meta uma equipa 100% portuguesa, por vezes tem esta dificuldade de encontrar ciclistas competitivos, para correr ao mais alto nível em Portugal. Nuno Almeida é o chefe de fila de uma equipa com demasiada juventude e pouca experiência.

Liberty Seguros – Carglass

Diretor Desportivo: Manuel Correia

Bicicletas

  • André Crispim
  • César Martingil
  • Gaspar Gonçalves
  • Rafael Lourenco
  • Venceslau Fernandes
  • Filipe Rocha
  • André Carvalho Cipollini
  • João Dinis - RP-Boavista
  • João Carvalho - RP-Boavista

Faltam ainda mais quatro ciclistas para juntar à lista já existente. É considerada uma das melhores equipas de formação do escalão sub-23, elogio que divide com a equipa do Mortágua, e de onde têm saído alguns jovens promissores. André Carvalho afigura-se como a maior referência da equipa, onde avulta César Martingil, um dos homens mais rápidos do pelotão nacional. Uma equipa 100% sub-23, e a que mais se enquadra nos objetivos norteadores da FPC .

in: JornalCiclismo.com

Sem comentários:

DESTAQUES

Feirense iniciou as comemorações do Centenário